€16 | 408 pp. | 978-989-99807-2-3

O agrimensor K. chega a uma aldeia perdida na neve e tenta chegar à fala com os responsáveis pelo castelo, mas embate na burocracia intratável das autoridades. Kafka começou a escrever O castelo em 1922 mas este só foi publicado pelo amigo Max Brod postumamente. À semelhança dos dois outros romances, O desaparecido e O processo, também este nunca foi terminado. A presente publicação segue a edição crítica das Obras Completas de Franz Kafka e inclui os fragmentos e variantes existentes.

Franz Kafka nasceu em 1883, em Praga, numa família judia. Cursou Direito por imposição paterna e trabalhou grande parte da sua vida numa companhia de seguros. É o autor de três romances incompletos, vários contos e novelas, diários e uma volumosa correspondência. Em 1917 foi-lhe diagnosticada uma tuberculose, de que viria a morrer aos 40 anos. Algum tempo antes, pedira ao amigo e testamentário Max Brod que queimasse toda a sua obra.

€24 | 448 pp | 978-989-99807-1-6

A 11 de Maio de 1960, uma equipa de agentes da Mossad capturou Adolf Eichmann em Buenos Aires, Argentina, com o intuito de o levar a tribunal em Israel. Nesse ano, Hannah Arendt oferece os seus serviços ao redactor-chefe da New Yorker para cobrir o julgamento em Jerusalém. Da série de artigos escritos nessa altura nascerá o presente livro, cuja publicação em 1963 daria azo a uma intensa polémica.

Hannah Arendt nasceu em Hannover em 1906. Estudou na universidade de Marburg, onde conheceu Martin Heidegger. Com a subida dos nazis ao poder, torna-se activista da causa judaica. Após a invasão alemã da França, onde vive com o marido Heinrich Blücher, é internada num campo de concentração no Sul deste país. Consegue fugir e, no caminho para o exílio nos EUA, permanece alguns meses em Lisboa como refugiada. Em Nova Iorque publicará obras como As origens do totalitarismo, A condição humana, Entre o passado e o futuro e Sobre a revolução.

«Lida com o maior problema dos nossos tempos… o problema do ser humano no seio de um sistema totalitário moderno», Bruno Bettelheim

€22 | 336 pp | 978-989-99807-0-9

 

Mikhail Chichkin, o mais célebre autor russo da sua geração, criou a história de dois amantes: Vladímir, um soldado a lutar na China em plena Rebelião dos Boxers, e Aleksandra, que vive e trabalha em Petersburgo. Ambos se correspondem apaixonadamente, e as suas cartas lêem-se como uma homenagem contrapontística à força transcendental do amor. Em Cartas de amor e de guerra, as coisas e as experiências surgem transfiguradas na linguagem poética de dois amantes separados não só pela geografia mas também pelo tempo.

Mikhail Chichkin nasceu em Moscovo em 1961, onde cursou Inglês e Alemão, tendo-se lançado como escritor em 1993 com a publicação do conto «Lição de caligrafia». Foi o único autor a vencer os três maiores prémios literários russos e é o candidato russo ao Nobel. Vive desde 1995 em Zurique, na Suíça, onde é um crítico acerbo, com publicações regulares em jornais como The Guardian, do regime de Vladímir Putin.

«Sem dúvida o maior romancista vivo da Rússia», The Guardian

«Chichkin confere a esta história triste grande beleza e finura», The Wall Street Journal

€13 | 120 pp | 978-989-99470-9-2

 

Publicados em 1898, um ano depois de conhecer Lou Andreas-Salomé, e inéditos até agora em Portugal, as novelas e esboços de Ao largo da vida dão a ver personagens no limiar da vida, seja pela proximidade da morte ou da doença, seja pela busca de uma voz ideal ou pela tentativa de desvendar um segredo em que se empenhou toda uma vida. Neste primeiro livro de contos de Rainer Maria Rilke, o trágico esconde-se atrás do circunstancial e a ironia alterna com a melancolia na revelação de uma experiência poética da realidade.

Rainer Maria Rilke nasceu em Praga em 1875, filho de um funcionário ferroviário. Ingressou em criança numa academia militar e estudou Direito em Munique e Berlim. Em 1897 conheceu Lou Andreas–Salomé, que o introduziu nos círculos aristocráticos e artísticos. Mais tarde, já em Paris, foi secretário de Rodin. Entre as suas obras contam-se As anotações de Malte Laurids Brigge, os Sonetos a Orfeu e as Elegias de Duíno.

 

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€16 | 296 pp. | 978-989-99470-8-5

 

Chamo-me Carlos. Nasci em 1967. O meu pai foi para a guerra quando eu tinha dez meses. Não me lembro de o ver partir. O meu pai voltou da guerra quando eu estava prestes a fazer três anos. Não me lembro de o ver chegar.
A guerra do meu pai, a Guerra Colonial, aconteceu antes de a minha memória se apropriar das coisas. Quando o meu pai morreu, já velho, fui em busca da guerra dele, e também da minha.
Falei com dez homens que estiveram com o meu pai
na guerra. Escrevi dez cartas ao pai.

Paulo Faria nasceu em 1967, em Lisboa. Licenciou-se em Biologia por mero acidente. É, há longos anos, tradutor literário, tendo traduzido obras de autores como George Orwell, Jack Kerouac, James Joyce, Don DeLillo e Cormac McCarthy. Viajou em busca das nascentes de algumas das obras que traduziu, o que o levou ao Tennessee, ao Texas, ao Novo México. Venceu, em 2015, o Grande Prémio de Tradução APT/SPA, pela tradução de História em Duas Cidades, de Charles Dickens. Publicou crónicas nas páginas da revista Ler e do jornal Público.

 

 

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€15 | 224 pp. | 978-989-99470-5-4

 

Um soldado traumatizado que volta a casa, dois dramas familiares em torno de um cachorrinho, um rapaz que hesita entre não fazer nada e ajudar a rapariga por quem está apaixonado, um homem preso que não quer voltar a matar – dez contos pungentes, cheios de graça e humanidade, cujas personagens procuram salvar e ser salvas.

George Saunders é professor na Universidade de Syracuse. É o autor de vários livros de contos, um livro de ensaios e um livro para crianças. Em 2000 foi nomeado um dos melhores escritores com menos de 40 anos pela revista New Yorker. Em 2013 a revista Time seleccionou-o como um dos artistas mais influentes do mundo. Dez de Dezembro, o seu livro mais recente, venceu o prémio Folio e o prémio PEN/Malamud.

 

«DesdeTwain que a América não produzia um autor satírico com tanta graça.» Zadie Smith

«Saunders é verdadeiramente original: incansavelmente inventivo mas profundamente humano.» Jennifer Egan

«Saunders faz com que o quase impossível pareça surgir sem esforço.» Jonathan Franzen

«Uma voz espantosamente afinada: grácil, sombria, autêntica e divertida.» Thomas Pynchon

 

Vencedor do Prémio Folio

Vencedor do Prémio PEN/Malamud

Finalista do National Book Award

 

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€13 | 136 pp | ISBN 978-989-99470-4-7 | Nas livrarias a 7 de Abril

Há cem anos, numa carta de 1916 dirigida ao seu editor, Kafka expressou a vontade de publicar em conjunto três textos seus. Os contos «A sentença», «O fogueiro» e a novela A metamorfose deveriam ser coligidos sob o título Os filhos, por existir entre eles uma conexão secreta. A 1.a GGM impediria a concretização do projecto, mas a coesão dos três textos torna-se evidente na maneira como Kafka elabora neles a forma singular de violência que é a violência em família.

Franz Kafka nasceu em 1883, em Praga, numa família judia. Cursou Direito por imposição paterna e trabalhou grande parte da sua vida numa companhia de seguros. É o autor de três romances incompletos, vários contos e novelas, diários e uma volumosa correspondência. Em 1917, foi-lhe diagnosticada uma tuberculose, de que viria a morrer aos 40 anos. Algum tempo antes, pedira ao amigo e testamentário Max Brod que queimasse toda a sua obra.

«Contraste e unidade, estilo e assunto, trama e forma, alcançam aqui uma coesão perfeita.» Vladimir Nabokov sobre A metamorfose

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€14 | 160 pp. | Nas livrarias a 1 de Março

Entre mim e o mundo é uma reflexão profunda e pessoal, muitas vezes indignada, sobre o racismo. Numa carta ao filho adolescente, Ta-Nehisi Coates recorda a sua infância e juventude num bairro violento de Baltimore, o despertar intelectual por via dos livros, dos discursos de Malcolm X
e de mulheres amadas. Dolorosamente, relembra ainda a perda de um colega de faculdade, também ele negro, vítima de uma perseguição policial.

Ta-Nehisi Coates nasceu em 1975 em Baltimore e vive actualmente em Nova Iorque com a mulher e o filho. Como correspondente da revista Atlantic, recebeu os prémios de jornalismo Hillman e George Polk. É o autor de The Beautiful Struggle e de Entre mim e o mundo. O último foi escolhido como um dos melhores livros do ano por, entre outros, The Guardian, The New Yorker e The Economist e venceu o National Book Award de 2015 para não ficção.

«A linguagem de Entre mim e o mundo é, como a viagem de Coates, visceral, eloquente, bela e redentora… Um livro de leitura obrigatória.» Toni Morrison

«Poderoso e apaixonado.» Michiko Kakutani, The New York Times

«Brilhante.» The Washington Post

 

 

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A FÉNIX ISLÂMICA
O Estado Islâmico e a reconfiguração do Médio Oriente
€13 | 136 pp | Já nas livrarias

Numa investigação sucinta e clara, Loretta Napoleoni traça a história e a estratégia geopolítica da organização terrorista Estado Islâmico e dos seus líderes, al-Zarqawi e al-Baghdadi, defendendo que o êxito do grupo resulta do seu projecto de edificar uma nação que recrie o Califado de Bagdade, assim alterando as actuais fronteiras do Médio Oriente. Que este projecto seja acompanhado de uma privatização bem-sucedida do negócio do terrorismo, um uso sofisticado das redes sociais, programas de assistência social e uma rápida expansão territorial que soube aproveitar o cenário caótico criado pelas guerras por procuração na Síria faz com que o EI seja uma ameaça bastante mais grave do que a Al-Qaeda ou os talibãs. Porque, nas palavras da autora, «conhece o teu inimigo» continua a ser a mais importante máxima na luta contra o terrorismo, este é um livro essencial para se compreender um fenómeno que veio alterar a fisionomia do mundo no século XXI.

Loretta Napoleoni, uma das mais reputadas especialistas em terrorismo, é uma economista e jornalista italiana formada na Johns Hopkins University e na London School of Economics. Na qualidade de presidente do grupo de financiamento da luta contra o terrorismo do Club de Madrid, desloca-se frequentemente à Síria, Paquistão, Turquia, Irão e Iraque. É colunista dos jornais El País, The Guardian e Le Monde, bem como comentadora dos canais televisivos CNN, BBC e Sky. Entre os seus livros, traduzidos para mais de vinte línguas, contam-se os bestsellers internacionais Rogue Economics e Terror Incorporated. A fénix islâmica é a sua obra mais recente.

«Um livro oportuno onde a autora, com profundo conhecimento de causa, analisa um perigoso fenómeno na arena do terrorismo internacional que tem sido sistematicamente mal interpretado pelo Ocidente e seus aliados.» Michael Chandler, antigo coronel do exército britânico e presidente do grupo de monitorização das sanções à Al-Qaeda no Conselho de Segurança da ONU